ARQUITETURA E URBANISMO E A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

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domingo, 18 de outubro de 2009

ARQUITETURA SUSTENTÁVEL

"Mudanças Climáticas"

O Reciclo Espaço, um projeto coletivo que inaugurou em Belo Horizonte, projeto 100% realizado com materiais reciclados - desde os materiais até a decoração. Abrange várias áreas como: design, arquitetura e engenharia sustentáveis.
Caso o projeto seja aprovado e a eficácia dos materiais para a construção das casas comprovada, o Governo mineiro deverá incentivar a construção de moradias populares utilizando os mesmos produtos reciclados que estão na constituição da casa exposta no Festival. A ideia é de que ao trabalho sejam incorporadas cooperativas de catadores de lixo, promovendo um tripe entre a economia sustentável, preservação do meio ambiente e inclusão social em proporções inéditas no país. "Exemplo que todos deviam seguir"


Arquitetura Sustentável

Caso a eficácia dos materiais seja comprovada, Governo deverá incentivar construção de moradias populares a partir da reciclagem.

A utilização dos recursos naturais e as consequências ambientais que o planeta vem sofrendo nos últimos anos têm sido temas recorrentes em debates nos mais diversos setores da sociedade. Partindo deste pressuposto o 8º Festival do Lixo e da Cidadania, apresentou ao público um projeto arquitetônico 100% sustentável: uma casa de 86 m² feita totalmente com materiais reciclados que não teriam utilização nenhuma caso não fossem tratados.

Folhas de aço dobradas e caixas de leite são alguns dos materiais que compõem a estrutura da parede. O mesmo processo acontece com o telhado, feito com tubos de pastas de dente prensados. Já o piso, utiliza uma técnica especial de prensagem de restos de madeiras encontrados em marcenarias, que não tem valor de mercado. Isso, sem que o espaço perca em qualidade estética e conforto, graças ao estudo coletivo, entre designers, engenheiros e arquitetos.

Um dos arquitetos responsáveis pela obra, Eduardo Maia Memória, afirma que entre seus objetivos, esta criar um produto sustentável, com baixo custo e qualidade alta, que possa proporcionar a construção de mais moradias populares. É um projeto de longo prazo, estamos realizando diversos estudos com o material. Se pudermos trabalhar com esse material em larga escala, e acredito que poderemos, será algo especial. Prevejo que muitas moradias populares poderão ser feitas, afirma.

Após o Festival, a casa continua em fase de teste da resistência dos materiais reciclados. Nela, hoje funciona uma unidade de apoio administrativo do Governo de Minas Gerais, incentivador do projeto. Na concepção, estiveram envolvidas entidades públicas e privadas, entre elas a UFMG, a Uemg, o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea), a Cataunidos e o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR).

Para os que se preocupam com a durabilidade do material, o engenheiro Roberval José Pimenta, integrante do projeto, afirma que sua qualidade é tão alta quanto a do mercado. Acredito que a durabilidade não venha a ser um problema, justamente pelo rumo no qual colocamos os estudos que fazemos. Tentamos sempre verificar possíveis patologias que podem aparecer no uso do material para que possamos buscar soluções. O objetivo é fazer com que o material reciclável seja utilizado como o material industrial, que tenha a mesma durabilidade, que gira em torno de 50 anos.

Caso o projeto seja aprovado e a eficácia dos materiais para a construção das casas comprovada, o Governo mineiro deverá incentivar a construção de moradias populares utilizando os mesmos produtos reciclados que estão na constituição da casa exposta no Festival. A ideia é de que ao trabalho sejam incorporadas cooperativas de catadores de lixo, promovendo um tripe entre a economia sustentavel, preservação do meio ambiente e inclusão social em proporções inéditas no país.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Igreja Nossa Senhora do Menino Jesus




















Projeto de Acabamento. Artista Plastico Elpidio de Paula.


segunda-feira, 15 de junho de 2009

DESENHOS DE ROSTOS HUMANOS

FEITO NO PAPEL CANSON, GRANULOMETRIA MÉDIA, LÁPIS 6B.






























FEITO NO PAPEL CANSON GRANULOMETRIA MEDIA E LÁPIS 6B.


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quarta-feira, 13 de maio de 2009

CARTA AO CLIENTE

Porquê Arquiteto?

Carta escrita por João Batista Vilanova Artigas, em 1945, a um cliente justificando a contratação de um profissional da Arquietura:

Carta ao cliente

Confesso que não me assustei muito ao ler sua carta contando o resultado da conferência para autorização de um projeto para o São Lucas. Estas coisas acontecem sempre porque, por falta de costume, quem constrói, nem sempre avalia o plano de como deveria fazê-lo. Se eu insisto em aconselhá-lo mais uma vez para que consiga um arquiteto para dirigir os trabalhos de seu hospital, não é somente porque desejo muito trabalhar para um hospital modelo, mas porque, e principalmente porque, não posso crer que uma obra, da importância da sua, possa nascer sem estudo prévio. É vezo brasileiro fazer as coisas sem plano inicial perfeitamente elaborado; quando se pergunta sobre como ficarão estes e aqueles pormenores, a resposta é sempre a mesma: Ah! Isso depois, na hora, veremos.
Assim fazem-se as casas, os prédios, as cidades; nesse empirismo vive a lavoura, a indústria e o próprio governo. O planejamento, mercadoria altamente valorizada em todo mundo para qualquer realização, não encontrará entre nós o ambiente propício enquanto nós moços não nos capacitarmos da sua necessidade imprescindível. Poderia continuar conversando com você sobre a grande vantagem de planejar com antecedência, até amanhã, sem esgotar todos os argumentos e provavelmente terminaria por dizer que é até demonstração de patriotismo e inteligência. Mas com isso não convenceríamos ninguém; talvez muito mais vantajoso seria confinar a discussão entre os limites das vantagens particulares, individuais de aplicar o método. Então vejamos. A pergunta é sempre a mesma; -"que vantagem poderíamos ter em gastar CR$ 65.000,00 em um projeto somente? O projeto não é o prédio; muito pelo contrário, somente uma despesa a mais! Contratando a construção o projeto viria de graça, feito pelo próprio construtor e nós economizaríamos 5% sobre o valor do prédio. Com esses 5%, no caso de querermos gastá-lo, até poderíamos melhorar algumas condições do edifício; enriquecer alguns materiais etc..." Garanto que os argumentos acima lhe foram expostos mais de uma vez. São os que sempre vejo empregados em ocasiões dessas e nunca mudam. São também os mais fáceis de rebater e os menos inteligentes.
Senão vejamos: "...O projeto sempre custa alguma coisa. O construtor que o fizer terá, sem dúvida que empregar engenheiros e desenhistas para isso. Terá de empregar gente para calcular concreto, para calcular aquecimento, eletricidade, etc... O construtor cobrará essa despesa do proprietário através da comissão para a construção. Tanto isso é verdade que, se você apresentar aos construtores um projeto completamente pronto, ele cobrará percentagem menor para a construção porque dirá, "não terei despesas no escritório". Suponhamos que a taxa de honorários para a construção seja de 10 a 12%, inclusive o projeto. Se você der o projeto, encontrará quem lhe faça por 6 ou 8%. Daí você conclui que o projeto que você pagou ao arquiteto 5%, já representa nessa ocasião somente 1% ou 2% a mais do que o preço geralmente previsto.
Mas eu desejo provar que o plano geral, feito com antecedência, é economia e não despesa. Então vamos continuar. Ninguém pode negar, nenhum construtor, nenhum cliente, que o projeto feito pelo técnico, contém em si uma previsão maior dos diversos detalhes do que o projeto rabiscado pelo construtor e verificado pelo proprietário. Faça uma experiência. Tome um plano que esteja em início de construção e pergunte a quem o dirige: por onde passam os canos de aquecimento? Por onde passam os canos de esgoto? O senhor vai fazer antes isso ou aquilo? Garanto que não sabem. Responderão: "provavelmente passarão por aqui ou ali, farei isto ou aquilo antes. Se na ocasião de executar um serviço, verificar-se um contratempo qualquer, um cano que não pode passar porque tem uma porta, um esgoto vai ficar aparecendo no andar de baixo; o construtor resolve em função do problema, no momento. Ele dá voltas com o cano ou faz um forro falso para esconder o esgoto que iria aparecer em baixo. Entretanto se isso tivesse sido previsto, não precisaria de forro falso ou qualquer outra coisa. No papel, teria sido procurada e encontrada a solução mais econômica, para o caso, a mais bonita. Consulte um construtor experimentado ou alguém que já tenha construído e todos serão unânimes em contar-lhe pequenas calamidades que apareceram. Eu já ouvi diversas vezes, por exemplo: "Quando colocamos as fundações no terreno nós vimos que o quarto ficaria enterrado. Então levantamos as fundações mais cinqüenta centímetros para dar certo. Por isso deu uma escada na entrada e ficou com um porão, etc... Se você calcular quanto mais caro ficou a imprevisão, você verá a vantagem de ter um projeto estudado. O arquiteto teria dado uma disposição diferente nos cômodos de maneira que o tal quarto não ficasse enterrado, sem ter que aumentar as fundações e assim economizaria o dinheiro com o qual se faria pagar.
Se o proprietário não ganhasse nada, ainda teria para si uma solução melhor e um motivo para valorizar seu imóvel. O construtor por exemplo não projetaria as instalações elétricas. Ele chamaria um instalador "prático" e o homem disporia a coisa à sua vontade. Usaria os canos que ele quisesse e os fios que achasse melhores. Bem curioso, não é ? Poucos entendem disso e ninguém iria fiscalizar o homem. Acontece, porém que os fios, quando são fios demais em relação à corrente que transportam, dão muitas perdas, e essas se traduzem em despesa mensal maior de energia para você durante os 50 ou 100 anos de funcionamento do hospital; assim você pagaria 100 vezes um bom projeto de distribuição de eletricidade. Estou apenas repetindo casos cotidianos.
Do funcionamento do hospital ainda mais, o construtor provavelmente não entende e nem terá tempo suficiente para estudar. Ele não é especializado em hospitais porque isto é Brasil e depois não estudam porque não é o seu métier. Ora, assim sendo, ele vai confiar em você. Você conhece hospitais já feitos e em funcionamento, como hospitais, não como construções. Os seus preconceitos, a respeito, o construtor repetirá com o dinheiro de seu bolso. As soluções que, para alguns casos que você viu, são soluções econômicas poderão constituir soluções caríssimas, no seu caso. Rematando, sua casa de saúde não teria o melhor aspecto porque faltou um artista.
Arquitetura, é construção e arte. Arte. Arte não tem livro de regulamento que ensine. Nasce dentro de cada um e desenvolve-se como conjunto de experiências. Procure um homem que possa das à sua casa de saúde, além das características de um hospital eficiente pelo perfeito planejamento das diversas sessões, um valor artístico indiscutível.
O valor artístico é um valor perene, enorme, inestimável. É um valor sem preço e sem desgaste. Pelo contrário, aumenta com os anos à proporção que os homens se educam para reconhecê-lo. O valor artístico subsiste até nas ruínas. Os anos correm e desgastam o material, enquanto valorizam o espiritual.
Com a consciência limpa termino minha proposta. Está em suas mãos a responsabilidade de decidir entre os caminhos. De um lado eu me coloco, não só, mas como representante dos arquitetos brasileiros, defendendo a economia, a ordem e acima de tudo, o futuro. De outro lado, o empirismo, a reação, a imprevisão.
Qualquer solução que você venha a dar não mudará as relações entre nós, nem sua opinião futura sobre o que acabo de escrever. Se o prédio for bom, bem projetado, bem planejado, por um bom arquiteto, você gostará, todos gostarão; se ele não prestar, se custar muito, se não funcionar, ser for feio ou sem personalidade, sem valor artístico, sem plano nenhum, o resultado será o mesmo. Em todos os dois casos você adquirirá experiência e acabará por trabalhar sempre do meu lado e com os meus argumentos. Nós venceremos sempre como eu queria demonstrar.
Pague pois o que eu pedi. É pouco em relação às vantagens futuras. Ou não pague, e as vantagens serão as mesmas, para a sociedade evidentemente, não para você.
Com um abraço afetuoso do amigo certo,
Vilanova Artigas
São Paulo, julho de 1945

terça-feira, 5 de maio de 2009

LOJA